
Criminosos usam WhatsApp e IA para aplicar golpes sofisticados
TL;DR
Um novo golpe digital, chamado OPCOPRO, utiliza inteligência artificial para enganar investidores por meio de WhatsApp. Descoberto pela Check Point, essa fraude é uma evolução da engenharia social que busca ganhar a confiança das vítimas antes de aplicar o golpe.
Um novo golpe digital, chamado OPCOPRO, utiliza inteligência artificial para criar comunidades e personagens fictícios, enganando investidores por meio do WhatsApp. Descoberto pela empresa de segurança Check Point, esse esquema é uma evolução da engenharia social que busca estabelecer confiança nas vítimas antes da fraude.
Os golpistas enviam mensagens SMS, disfarçadas como provenientes de instituições financeiras renomadas, prometendo retornos exorbitantes de até 70% em investimentos. Ao clicar no link, a vítima é redirecionada para um grupo privado no WhatsApp.
Como funciona o golpe
No grupo, dois administradores - o professor James e sua assistente Lily - usam fotos geradas por IA e não existem na vida real. Com até 90 membros, a maioria são bots que simulam um ambiente de investimento animado e lucrativo.
Esses bots interagem com a vítima de modo automatizado, compartilhando lucros falsos e elogiando as estratégias do professor James. A Check Point constatou que os bots utilizam números de telefone baseados em VoIP, dificultando seu rastreamento.
Apps nas lojas oficiais: um truque perigo
Após conquistar a confiança das vítimas, os golpistas incentivam o download de um aplicativo chamado O-PCOPRO, disponível na Apple App Store e Google Play Store. A presença nessas plataformas confere uma falsa legitimidade.
Os criminosos também fornecem documentos falsificados, com um "acordo de cooperação" que ostensivamente liga o aplicativo à Oppenheimer Holdings, uma empresa de mercado financeiro real. Uma vez instalado, o usuário enfrenta um processo de verificação KYC (Know Your Customer, ou "Conheça Seu Cliente").
Um aplicativo sem funcionalidade real
Segundo a Check Point, o aplicativo O-PCOPRO não oferece funcionalidades de investimento. Ele opera como um WebView, exibindo dados manipulados pelos golpistas. Após obter documentos da vítima, prometem retornos fictícios entre 370% e 700% para convencê-la a investir.
Uma vez realizado o depósito, o valor desaparece. Além disso, os documentos pessoais coletados podem ser utilizados em ataques de troca de SIM (SIM swap), permitindo o acesso a contas bancárias e até à identidade da vítima em ambientes profissionais.
Fraudes cibernéticas em crescimento
O golpe OPCOPRO revela um aumento alarmante nas fraudes digitais. Segundo o relatório Global Cybersecurity Outlook for 2026 do Fórum Econômico Mundial, fraudes e ataques de phishing agora são as principais preocupações dos líderes empresariais.
No estudo, 77% dos executivos relataram um aumento nas fraudes cibernéticas, e 73% ou alguém de suas equipes se tornaram vítimas de tais ataques. Os tipos mais comuns incluem phishing via e-mail, smishing e vishing.
A IA como ferramenta para golpistas
A utilização de inteligência artificial tem potencializado os riscos de segurança cibernética. Um dado alarmante é que 87% dos líderes empresariais notaram um aumento nas vulnerabilidades relacionadas à IA no último ano.
Jeremy Jurgens, diretor-gerente do Fórum Econômico Mundial, expressa que a fraude cibernética se destaca como uma força disruptiva na economia digital. Ele destaca a necessidade de uma ação coordenada entre governos e empresas para desenvolver resiliência cibernética.
Como se proteger
Para evitar cair em fraudes como a OPCOPRO, especialistas recomendam cautela diante de ofertas de investimentos e promessas de retornos financeiros incomumente altos. Nunca compartilhe documentos pessoais sem verificar a legitimidade de uma plataforma.
Pesquise sobre a reputação das empresas antes de fazer investimentos e, em caso de dúvida, valide informações diretamente com instituições financeiras através de seus canais oficiais.
O relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que construir um futuro digital seguro requer mais do que soluções técnicas; implica em liderança decisiva e um compromisso com a resiliência coletiva.
O caso OPCOPRO ilustra como a barreira entre o verdadeiro e o falso se torna cada vez menos clara no espaço digital, enquanto criminosos utilizam inovações tecnológicas para golpes cada vez mais sofisticados.
Conteudo selecionado e editado com assistencia de IA. Fontes originais referenciadas acima.


