
Lula alerta que IA sem regulação ameaça democracia e amplia
TL;DR
Lula afirmou que a falta de regulação da IA pode ameaçar a democracia e aumentar desigualdades. Líderes globais defendem regras para acesso justo à tecnologia.
Lead
O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira, 19 de fevereiro de 2026, durante a Cúpula Mundial de Inteligência Artificial em Nova Délhi, Índia, que a falta de regulação da inteligência artificial (IA) pode representar uma ameaça à democracia e aprofundar desigualdades sociais. O evento reuniu líderes como Narendra Modi (Índia), Emmanuel Macron (França) e António Guterres (ONU), que também defenderam regras para garantir o acesso seguro e justo à tecnologia.
Seção de Desenvolvimento
Lula destacou que a rápida expansão da IA — sistemas capazes de executar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como análise de dados, tomada de decisões e criação de textos — pode agravar desigualdades existentes se não houver políticas públicas que assegurem seu uso responsável. Segundo o presidente, sem regulação internacional, países e grupos menos favorecidos podem ficar ainda mais distantes dos benefícios econômicos e sociais proporcionados pela tecnologia.
O debate foi pautado por preocupações com o uso indevido da IA em manipulação de informações, vigilância em massa e automação de empregos, temas que vêm ganhando destaque globalmente. Lula argumentou que, sem diretrizes claras, algoritmos podem perpetuar vieses e discriminar minorias, além de criar barreiras para o acesso de populações vulneráveis a serviços essenciais baseados em IA, como saúde e educação.
Durante a cúpula, Macron e Modi reforçaram o apelo por um marco regulatório global, alinhando-se à preocupação brasileira. António Guterres, secretário-geral da ONU, defendeu a criação de um órgão internacional para supervisionar o desenvolvimento da IA, inspirado em instituições como a Agência Internacional de Energia Atômica.
O Brasil tem se posicionado como defensor do acesso universal à tecnologia, destacando a importância de políticas de inclusão digital e proteção de dados. Lula enfatizou que o tema precisa ser tratado como prioridade nos fóruns multilaterais, para evitar a concentração de poder tecnológico em grandes corporações e países desenvolvidos.
Desdobramentos e Perspectivas
A discussão na Índia ocorre em um momento em que governos da União Europeia, Estados Unidos e China já avançam com propostas de regulação da IA, como a Lei de IA da União Europeia, aprovada recentemente. O Brasil tem projetos em tramitação no Congresso Nacional para criar regras específicas para o setor, mas enfrenta desafios de alinhamento entre interesses de empresas de tecnologia e defesa de direitos civis.
A expectativa é que a cúpula reforce a urgência da cooperação internacional para evitar riscos como manipulação de eleições, disseminação de desinformação e aumento do desemprego por automação. A proposta de criação de uma entidade global para a IA deve ganhar força nas próximas reuniões do G20 e da ONU.
O principal alerta deixado por Lula é que, sem regulação, a inteligência artificial pode ampliar divisões sociais já existentes e ameaçar pilares democráticos. A definição de regras claras é vista como passo essencial para garantir que os avanços tecnológicos beneficiem toda a sociedade, e não apenas uma minoria.
Conteudo selecionado e editado com assistencia de IA. Fontes originais referenciadas acima.


