SAP Estuda Consultores e Revela Desconfiança Sobre IA
TL;DR
Um experimento interno da SAP mostrou que consultores ainda são céticos em relação à inteligência artificial (IA).
SAP analisa consultores e revela resistência à inteligência artificial
Um experimento interno da SAP mostrou que consultores ainda são céticos em relação à inteligência artificial (IA). Durante o teste, cinco equipes validaram respostas a mais de 1.000 requisitos de negócios gerados pelo copiloto de IA da empresa, conhecido como Joule para Consultores. Essas análises, que normalmente tomariam semanas, revelaram percepções significativas sobre a aceitação da IA entre profissionais experientes.
Quatro equipes acreditaram que as respostas foram elaboradas por estagiários recém-formados e as consideraram impressionantes, atribuindo uma taxa de precisão de 95%. Entretanto, a quinta equipe soube que as respostas oriundas da IA foram quase que totalmente rejeitadas. Após validações individuais, confirmaram que a IA apresentava resultados acurados.
Guillermo B. Vazquez Mendez, arquiteto-chefe da SAP America Inc., afirmou: "Precisamos ser cautelosos ao introduzir IA e comunicar suas possibilidades aos consultores seniores". O experimento motivou um impulso para uma nova visão de consultor para 2030, um profissional que combina a experiência humana com a eficiência da IA.
Superando a desconfiança em relação à IA
A resistência à IA não é surpreendente, conforme Vazquez. Consultores com anos de experiência frequentemente possuem vasto conhecimento institucional e, portanto, uma postura cautelosa. No entanto, ferramentas como o Joule para Consultores não visam substituir esses profissionais, mas sim potencializar sua eficácia.
Segundo Vazquez, "Joule torna o tempo dos consultores muito mais eficaz". A solução elimina tarefas rotineiras, permitindo que os consultores se concentrem em gerar respostas de alta qualidade rapidamente. Ele reitera que a IA é uma ferramenta de apoio, e os humanos sempre são necessários para a supervisão.
Mudança de foco do trabalho técnico para insights de negócios
Tradicionalmente, consultores dedicavam cerca de 80% de seu tempo a entender sistemas técnicos, enquanto clientes se concentravam em seus negócios. Essa discrepância é onde o Joule se destaca. Vazquez enfatiza que a IA cria uma ponte que facilita o foco em resultados comerciais.
“A IA assume a carga técnica pesada, permitindo que os consultores se concentrem em entender a indústria e as metas do cliente”, acrescenta Vazquez, reforçando a importância da ferramenta na nova dinâmica de trabalho.
Agilizando a formação de novos consultores
O Joule também impacta a formação de novos contratados. Vazquez destaca que o copiloto atua como um elo entre consultores seniores, que são mais cautelosos, e novos colaboradores que já são familiarizados com a tecnologia.
Os consultores juniores levam menos tempo para se desenvolver devido ao suporte do Joule, enquanto consultores seniores se envolvem em áreas onde suas percepções são mais valiosas.
A evolução futura dos copilotos de IA
Vazquez acredita que estamos apenas começando a explorar o potencial da IA. Atualmente, a eficácia da IA depende da capacidade de formular bons comandos, mas essa é apenas a fase inicial.
À medida que a tecnologia avança, espera-se que os copilotos não apenas respondam a comandos, mas também interpretem processos de negócios completos, identificando onde a intervenção humana é necessária e onde a IA pode assumir. Essa evolução é o que se denomina IA agente.
A SAP possui conhecimento profundo de processos, tendo mapeado mais de 3.500 processos de negócios, o que torna essa transição viável. Com suas soluções, a empresa apoia aproximadamente $7,3 trilhões em comércio global, equipando os consultores com ferramentas para enfrentar desafios complexos.
Vazquez conclui: "Com esse nível de entendimento de processos e dados, podemos avançar significativamente rumo a sistemas cada vez mais autônomos".
Conteudo selecionado e editado com assistencia de IA. Fontes originais referenciadas acima.


